Coluna da Folha: Seca deixa políticos nas cordas

por Carlos Britto // 01 de abril de 2025 às 07:00

Foto: arquivo/reprodução

A seca que assola Pernambuco se intensifica, e a crise hídrica se torna um problema cada vez mais crítico para as gestões municipais em todas as cidades com esse problema pelo Interior. O número de cidades em estado de emergência só cresce, e a população cobra respostas, enquanto prefeitos e vereadores sentem a pressão das ruas.

Até a última sexta-feira (28), 79 municípios pernambucanos tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Apenas nesta semana, mais seis cidades entraram para essa preocupante lista: Jatobá, Petrolina, Carnaubeira da Penha, Pesqueira, Santa Cruz e Santa Filomena.

Com o reconhecimento federal, os municípios finalmente podem pleitear recursos para enfrentar os impactos da estiagem, mas o processo burocrático exige que as prefeituras estejam organizadas para solicitar o apoio.

A falta de chuvas não dá trégua e o cenário só se agrava. Em dezembro de 2024, 94 cidades já haviam declarado emergência pela seca. Agora, em março de 2025, esse número subiu para 118 municípios, conforme decreto estadual. Enquanto isso, a população sofre com reservatórios secos e abastecimento precário, e as cobranças sobre os gestores municipais aumentam. A crise da água é um desafio político e administrativo que coloca prefeitos sob escrutínio.

Com a Compesa sempre na berlinda das maiores cobranças e a falta de uma solução definitiva, a pergunta que ecoa entre os moradores é: até quando essa situação será tratada como uma emergência, e não como uma prioridade permanente?

Terra de índio

Promotores da 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Buíque, no Agreste de Pernambuco, participaram de uma reunião com representantes da empresa Renova Energia para discutir a instalação de um empreendimento de energia eólica na região. O encontro, realizado na última semana e organizado pela comunidade indígena Kapinawá, abordou os impactos do projeto em territórios tradicionais. Membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ressaltaram que há um procedimento em curso para fiscalizar o cumprimento da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante às comunidades tradicionais o direito à consulta prévia, livre e informada sobre projetos que possam afetar seus modos de vida. Os promotores também questionaram a empresa sobre as medidas previstas para a preservação ambiental e cultural das comunidades indígenas que podem ser impactadas pela iniciativa.

Cozinhas do Sertão

Na última sexta-feira (28), Tacaratu (Sertão de Itaparica) recebeu a primeira cozinha, fruto da parceria entre a prefeitura e a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) de Pernambuco. O equipamento conta com uma equipe de sete profissionais. No dia seguinte (29), foi a vez de Bodocó (Araripe) celebrar a chegada do equipamento público. No domingo (30), foi inaugurada a Cozinha Comunitária Euclides Pedro dos Santos, no município de Betânia (Moxotó).

Coluna da Folha: Seca deixa políticos nas cordas

  1. Sempre Atento disse:

    Mentira que exista problema de água no interior de Petrolina, pois o que vemos é festas sobre festas e o povo dançado de alegria e alguns colocando o dinheiro no bolso para investirem no seu patrimônio.

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